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Esta seção destina-se a assuntos de interesse geral e não apenas relacionadas ao estudo de línguas.

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Bateu a boca. O que fazer?
por Riad Gorab, cirurgião-dentista.

Dentre os acidentes traumáticos a boca sofre injurias que vão desde cortes de lábios, fraturas de dentes, lesões dos tecidos de sustentação dos dentes ou ainda a ocorrência de todas estas situações concomitantemente.
Vamos aqui sucintamente falar sobre fraturas de dentes e dos tecidos de sustentação.

1. Fratura dental – Estas podem ocorrer em varias posições da coroa dental. Podemos citar:
a) Fratura coronária do esmalte: é muito comum e normalmente é de um impacto frontal. Ocorrem perdas de pequenas porções de ângulos ou camada de corte dos dentes.
b) Fratura coronárias de esmalte e dentina: ocorre com muita freqüência. Sua extensão é maior e a procura do profissional cirurgião-dentista deve ser mais urgente para se proceder à proteção da dentina. Se o fragmento estiver ao nosso alcance, e bom guardá-lo em uma gase úmida ou frasco com água, levando para o consultório para se tentar uma colagem, restaurando assim o dente.
c) Fratura coronária esmalte, dentina e envolvimento da polpa: o procedimento emergencial é importante. Ocorre muita sensibilidade, mesmo como o próprio movimento respiratório, toque de língua e saliva. Guardar o fragmento, como descrito anteriormente. A conduta profissional inicial é com relação ao prognostico do tecido pulpar exposto.

2. Lesões traumáticas dos tecidos de sustentação do dente.
O dente está implantado no alvéolo (cavidade óssea, na mandíbula e maxila) e preso ao osso pelo ligamento alvéolo dentário. Este permite do dente pequenos movimentos e dá ao dente a sensibilidade das cargas a ele aplicadas.
Quando ocorre o traumatismo, o dente pode sofrer uma modificação de sua posição. Dependendo da intensidade do trauma, e em qualquer situação, deve ser procurado o cirurgião-dentista para se fazer uma avaliação clínica e radiográfica do caso em questão. As situações que ocorrem são assim citadas:
a) Concussão: é uma injuria de pequena intensidade atingindo o dente e o seu tecido de suporte.
b) Sub luxação: é um impacto de maior intensidade. Pode ocorrer pequeno sangramento na região gengival e também mobilidade dental.
c) Luxação extrusiva: ocorre um deslocamento do dente do seu alvéolo. O sangramento se apresenta em todo sulco gengival e a mobilidade é mais evidente. O dente dá a sensação de “crescido”, toca antes no antagonista.
d) Luxação lateral: ocorre um deslocamento para dentro (em direção linguar ou palatina) ou para fora (direção labial).
Obs.: deve-se tentar posicionar o dente para diminuir o impacto. Caso não o faça, não deixe o acidentado ficar tocando no dente para não agravar a situação (nos casos c e d).
e) Luxação intrusiva: o deslocamento é para dento do alvéolo. O dente fica mais curto; ele é cravado no alvéolo. Não se deve puxar o dente. Manter como esta e procurar o cirurgião-dentista. É a mais graves das luxações.
f) Avulsão: é a expulsão do dente do seu alvéolo. O dente fica totalmente fora:
I) pode ficar “pendurado” pelo resto de fibras ou do coágulo sanguíneo. Conduta: empurrar o dente na vertical para tentar recoloca-lo no seu lugar.
II) Pode cair na boca ou mesmo no chão. Conduta: Lavar em água corrente e tentar reimplantá-lo, colocar na sua posição de origem. Não mexer após este ato.

Caso isto não seja possível, colocar em meio líquido e transportar urgente para o consultório dentário. O meio líquido pode ser a saliva do paciente, água limpa ou leite. Manter o dente embebido totalmente, quanto menos tempo fora do alvéolo “sua loja” de origem é melhor.

Estas orientações têm por finalidade prevenir problemas futuros e estão ao alcance de todos nós.
 


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